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Embora não constituam os
vestígios mais antigos da presença humana no território de
Belmonte, recuando estes ainda ao Neolítico Final, com a
presença aqui confirmada de sepulturas megalíticas – dólmenes –,
as ruínas romanas da Quinta da Fórnea, construídas somente 4.000
anos depois, vieram enriquecer, mais ainda, a História deste
nobre concelho da Beira Interior. A importância desta estação
arqueológica, posta em evidência através da sua escavação
praticamente integral, é de tal ordem que, ao rescrever-se a
História de Portugal, seria certamente uma falha gravíssima não
se aludir, no capítulo do domínio romano, a este sítio.
O Município procedeu à criação de um Circuito
Turístico/Cultural localizado (Museu ao Ar Livre), recorrendo-se
para o efeito à conservação, restauro, musealização e
dinamização turístico/cultural do assentamento rural da Quinta
da Fórnea, uma propriedade romanizada nos finais do Século II/
inícios do III e intencionalmente abandonada no século IV. |